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Moção contra repressão à manifestação

Enviado por Carlos Figueiredo em 09/11/2010 às 8:09

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À

Governadora Provincial de Luanda

Comandando Provincial da Polícia Nacional

 

Cc:

Assembleia Nacional

Tribunal Constitucional

 

Excelências,

Nós as organizações da sociedade civil da provincia de Luanda reunidas na sua 4ª Conferencia, tomamos conhecimento com grande preocupação da interrupção pela Polícia Nacional do Comando Municipal das Ingombotas, da Marcha a organizada que a Plataforma Mulheres em Acção pretendia levar a cabo hoje dia 08.11.2010 a partir do Largo da Independência, a favor da aprovação do Ante-Projecto sobre a lei contra a Violência Doméstica e Intra-familiar.

A proibição da marcha foi mais uma violação flagrante do direito de manifestação previsto na actual Constituição da República de Angola no seu artigo nº 47º.

O poder político tem a obrigação de garantir que as forças da ordem não sejam usadas de uma forma discricionária e arbitrária - o que apenas enfraquece o normal funcionamento das instituições -, permitindo umas manifestações e proibindo outras.

Levar para esquadra pessoas que participaram na manifestação, no exercício dos seus direitos, desprestigia o estado de direito e as instituições envolvidas nesta ilegalidade.

Solicitamos à Senhora Governadora, ao Comando Provincial da Polícia e à Senhora Ministra que se pronunciem clara e publicamente sobre esta situação, apelando assim às forças da ordem sobre a sua obrigação de cumprirem a lei.

 

Assinaram 57 presentes

Etiquetas: | Temas | Debates por Região
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Nós pagamos seus salários!

Enviado por Marcelino Brinco em 09/11/2010 às 16:22
Marcelino Brinco

Esta atitude das Forças de Ordem vem se tornando frequente, com o risco de um dia vir se considerar normal. Será de facto por iniciativa deliberada e ostensiva dos responsáveis das unidades policiais envolvidas ou sempre houve uma ordem expressa para assim agirem?

Foi assim no Huambo (o caso dos taxistas em 2008); foi também assim em Luanda (2009, contra as demolições), foi assim em Benguela (dado os desalojamento e 2010), foi assim em Cabinda (em solidariedade com o jornalista Lelo 2009), mesmo depois destas manifestações, pacíficas, terem obedecido todas as formalidades que a lei exige dos seus organizadores depois no âmbito quer da antiga Constituição quer da nova, nas quais estiveram e continuam lá consagrados os direitos e liberdade de manifestação.

É chegado momento, não só de repudiar esta forma de reprimir aquilo que é os direitos mais elementares (liberdade de expressão e manifestação) mas sobretudo de exigir que as forças da ordem começem a retratar-se publicamente e reparar os danos em processos crimes.


É UMA LASTIMA

Enviado por MULHER VIOLENTADA NA MARCHA DE CONGRATULACAO DA APROVACAO DO ANTE PROJECTO DE LEI CONTRA VIOLENCIA E INTRA FAMILIAR em 10/11/2010 às 23:18
MULHER  VIOLENTADA  NA MARCHA  DE CONGRATULACAO  DA  APROVACAO  DO  ANTE PROJECTO  DE  LEI  CONTRA  VIOLENCIA  E  INTRA  FAMILIAR

ISSO  É  BANDALHO 

SE FOSSE  NO  TEMPO  DO  MEU  MARCHAL

TODOS  ESTES  APANHAVAM  CANDABALA  DO  RABO 

 


Dúvida séria

Enviado por em 11/11/2010 às 7:46
Carlos Figueiredo

A identificação como "mulher violentada" necessita de ser melhor esclarecida. Primeiro porque é algo muito sério, segundo porque não me constou ter ocorrido algo do género (estou a assumir que não está a chamar de "violentação" a ser levada para a esquadra). Assim, caso tenha acontecido algo de mais grave, é importante que se siga o devido processo legal (mas também de apoio psicológico). Se estamos apenas perante um caso de uso de uma palavra que geralmente é usada com outro sentido, agradeço que esclareça isso.


Esclarecimentos

Enviado por MULHER VIOLENTADA NA MARCHA DE CONGRATULACAO DA APROVACAO DO ANTE PROJECTO DE LEI CONTRA VIOLENCIA E INTRA FAMILIAR em 11/11/2010 às 20:12
MULHER  VIOLENTADA  NA  MARCHA  DE CONGRATULACAO  DA  APROVACAO  DO  ANTE PROJECTO  DE  LEI  CONTRA  VIOLENCIA  E  INTRA  FAMILIAR

Informação   sobre  a  marcha

 

No  dia 8  de  Novembro de  2010  a  policia de  ordem  publica  impediu  a  realização de uma  marcha  pacifica  promovida  pela  PMA-PLATAFORMA MULHERES  EM  ACÇÃO.

Mais  de  mil  mulheres  representantes  de  Varias  Igrejas e  de  organizações  da  sociedade  Civil  e  de vários  estratos sociais  de  vários  municípios  de  Luanda ,como  ,Kilamba  Kiaxi, Cacuaco,Viana ,Cazenga,Maianga ,Samba,Ingobota  etc. foram   impedidas  pela  Policia  de  realizar  a  Marcha.

 

OBJECTIVO  DA  MARCHA

A realização  desta  marcha  visava  a  criação  de  um  amplo  movimento  feminino  para congratular  a  aprovação  da  Lei  sobre  a  Violência  Domestica pelo  concelho  de  Ministros   e  consequentemente ,  Pedir  a  aprovação  da  mesma  na  Assembleia  Nacional.

 

Para  realização  da referida Marcha   seguiu-se  os  tramites  Legais  que  foram:

 

  foi nos  concedido uma audiencia ao   Governo  Provincial  de  Luanda , pediu - se  uma  audiência  a  sua  Excia senhora  governadora de Luanda, levamos e  entregamos  o termo de referencia da marcha  na  pessoa  da sua  exelencia   vice-governadora  de  Luanda  na qual  manifestou  o  interesse  de  apoiar  a  actividade  enviando  o  termo  referencia  a   direcção  provincial  da  família com uma observação. para 

Igualmente demos os mesmos passos com o Parlamento , com a Presidente do Grupo de Mulheres Parlamentares. Enviamos também uma carta ao Comando Geral da Policia e a mesma respondeu positivamente.

o senhor   duvida  seria  acha  que  o  facto  de  ser  levada  para  uma  esquadra sem  inocentemente ,ser  expulsa  de um  largo que  é  publico ,ser  ofendida  pelos  agentes  da  policia   nao  é  violencia?

 

afinal  de  contas  oque  é  que  o  senhor  chama  de  violencia?

a  nossa  obrigacao era  de  informar  e  isso  nos  fizemos .

 

o que  oces  acham  sera  que  em  angola  so  a  oma pode  realizar  grandes  actividades ?

onde  se  enquandra  a  sociedade  civil?


Violentar costuma ter outro significado

Enviado por em 11/11/2010 às 22:09
Carlos Figueiredo

Cara senhora, tenho toda a simpatia pela vossa situação e concordo que temos todos de ser firmes em lutar contra este tipo de abuso das autoridades. Mas quando se identifica como "mulher violentada", pode induzir as outras pessoas em erro.


A VERDADE DEVE SER DITA

Enviado por MULHER VIOLENTADA NA MARCHA DE CONGRATULACAO DA APROVACAO DO ANTE PROJECTO DE LEI CONTRA VIOLENCIA E INTRA FAMILIAR em 11/11/2010 às 23:16
MULHER  VIOLENTADA  NA  MARCHA  DE CONGRATULACAO  DA  APROVACAO  DO  ANTE PROJECTO  DE  LEI  CONTRA  VIOLENCIA  E  INTRA  FAMILIAR

OBRIGADA  POR  SIMPATIZAR  SE  COM  A  NOSSA  CAUSA,EU  RESPEITO  A  SUA FORMA  DE  ENTENDER  O  SIGNIFICADO  DA  PALAVRA  EM  CAUSA,SE  É VIVE  EM  ANGOLA  DE  CERTEZA  QUE  CONHECE  MUITO  BEM  A  FORMA COMO  ALGUNS   AGENTES   DA  ORDEM  PÚBLICA  TRATAM OS  CIDADAOS,

OBRIGADA  POR  ESCREVER


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